Missão Pioneira nos limites do espaço
Depois de meses de preparação, o austríaco Felix Baumgartner está pronto para o desafio da Missão Red Bull Stratos! O objetivo é saltar da estratosfera e iniciar uma queda livre capaz de bater todos os recordes. Concluídos os testes numa câmara de pressão espacial, a missão avança para Roswell, no Novo México, onde está prevista a sua conclusão.
A equipa da Missão Red Bull Stratos está empenhada nos últimos preparativos para a tentativa de superar o recorde do coronel Joe Kittinger que permanece invicto há 52 anos: uma queda livre de 31.333 metros durante o histórico projeto “Excelsior III”, em 1960. Kittinger é conselheiro do projeto Red Bull Stratos desde a primeira hora e é o mentor do atleta austríaco, de 41 anos.
Felix Baumgartner já bateu recordes de B.A.S.E. (as iniciais em inglês de edifícios, antenas, pontes e penhascos) em algumas das localizações mais espectaculares, como o World Financial Center T101 em Taipei, um dos edifícios mais altos do mundo. Baumgartner - que saltou em Portugal da Ponte 25 de Abril em Lisboa - protagonizou também um dos saltos B.A.S.E. de menor altitude, quando saltou da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Em 2003, Baumgartner usou asas de carbono atadas ao corpo para se tornar no primeiro Homem a atravessar pelos ares o Canal da Mancha, entre França e Inglaterra.
OBJETIVO: FAZER HISTÓRIA
O salto a partir dos limites do espaço representa a entrada numa nova dimensão até mesmo para Baumgartner. É sem dúvida um passo na direção do desconhecido. Uma equipa de técnicos e cientistas de renome passou os últimos cinco anos a desenvolver o equipamento e os procedimentos necessários para assegurar a segurança da missão.
A missão Red Bull Stratos pretende, de uma só vez, bater quatro recordes que permanecem invictos há mais de 50 anos: o voo mais alto de balão tripulado (36 mil metros), o salto mais alto de paraquedas, a primeira pessoa a romper a barreira do som em queda livre, e a queda livre de maior duração (cerca de cinco minutos e 30 segundos).
A equipa irá compartilhar as suas descobertas e avanços nas áreas de aviação e aeroespacial com a comunidade científica internacional. A missão “Excelsior III” de Kittinger contribuiu muito para desenvolver pesquisas que levaram a melhoras na segurança pessoal em ambientes próximos do espaço, assim como no desenho de fatos espaciais. Os limites físicos da humanidade serão redefinidos com esta missão. A equipa espera conseguir avanços para as ciências médicas e contribuir para o conhecimento sobre a sobrevivência no espaço.
Para Baumgartner, este projeto é muito mais do que apenas uma tentativa de bater outro recorde. “Esta missão é antes de tudo um trabalho pioneiro. Talvez um dia as pessoas olhem para trás e digam que Felix Baumgartner e a equipa Red Bull Stratos ajudaram a aperfeiçoar os fatos usados no espaço. Queremos atingir algo para a posteridade.“
AO SERVIÇO DA CIÊNCIA
O diretor médico da Red Bull Stratos, Dr. Jonathan Clark, que foi cirurgião da tripulação de seis missões aeroespaciais, pretende explorar os efeitos da aceleração à velocidade supersónica em humanos: “Vamos estabelecer novos padrões para a aviação. Até hoje, ninguém experimentou a velocidade supersónica sem estar dentro de uma aeronave. A missão Red Bull Stratos está a testar novos equipamentos e a desenvolver os procedimentos para ocupar altitudes muito altas, além de resistir à aceleração extrema. O objectivo é melhorar a segurança no espaço para profissionais assim como para potenciais turistas espaciais.”
Art Thompson, engenheiro que participou do desenvolvimento do bombardeiro B-2, é o diretor técnico da Red Bull Stratos. O especialista realizou testes com a equipa numa câmara de vácuo na base de Brooks City, no Texas, onde foi simulado o perfil de voo da cápsula, suporte vital e sistemas de instrumentação de voo a 34.442 metros usando a câmara de altitude. “O teste na câmara foi um momento decisivo para nós. Foi o mais próximo que conseguimos chegar das condições espaciais na terra. Pudémos verificar o nosso equipamento e passar agora aos primeiros testes de voos tripulados”, afirmou Thompson.
No teste simulado, Baumgartner foi exposto a condições extremamente adversas, à altitude de 37 mil metros. Durante uma longa subida de três horas, tempo em que as temperaturas baixaram a -70 graus Celsius, o piloto austríaco realizou treinos com a complexa câmara, com a saída estratégica e em situações de potencial emergência. “Este teste foi muito importante para nossa autoconfiança. O sucesso alcançado deu-nos o impulso para encarar o desafio que se aproxima”, afirmou Baumgartner.
A missão será realizada em Roswell devido às condições mais favoráveis. A área é escassamente povoada, possui algumas das melhores instalações para o lançamento de balões, e o tempo oferece boas condições de vento para levantar voo com sucesso.
Mais informação em:
www.redbull.pt
www.redbullstratos.com
(FREE LANCE - COMUNICAÇÃO)




